
sábado, 29 de dezembro de 2007
coisa de criança

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Pirata Zine
terça-feira, 27 de novembro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Mudanças
Passei esses dias matutando sobre histórias, objetividades, importâncias.
Estou de volta.
Vou dar seguimento, não há como parar, existe uma continuidade.
Na realidade, rádio e zine, blogue no virtual.
Não foi a primeira vez que esta máquina deu uns piripaques após a criação do Recanto, bem, e não foi a primeira vez que me pus a pensar no sentido e na sua serventia.
Este texto, comecei a pensá-lo, escrvê-lo, aliás estou unindo três inícios, logo depois da postagem Ai estas máquinas! . Entre aquela e esta, teve a tosca , sem muita esculhambação, acredito eu, e sem elementos que pejudicassem o entendimento, O treco é o seguinte.
Ao invés de dizer que em mim há uma tendência, prefiro escrever que sou dada, admiradora, apoiadora, divulgadora de algumas atitudes, entre elas originalidade e irreverência. Penso, a modernidade se encheu de paradoxos, pois bem, vale lembrar que estas duas são colocadas dependendo dos interesses do cidadão. Vejo um pouco, tenho a noção, por disponibilizar de alguns meios que me permitem ter acesso, pelo menos visualmente, do quanto foi feito, dito, escrito, produzido, e minha imaginação permite viajar em quanto há de criação por estes cantos da Terra.
Creio que hoje 02/10/07 não necessite a roda ser reinventada, o lance é quando, como, onde e por quê ela é usada, e à serventia de quem a roda anda. Fazer o uso do passado, do presente, copiar, reescrever, reler, redesenhar, refazer, repensar com colheres de criatividade, uma pitadinha de original-em-pó e um toque irreverente. Não é uma receita, apesar de citar ingredientes.
Escrevi que ia relatar algumas passadas experiências minhas, mais objetivamente, a no Plebiscito sobre a dívida externa de 2000, e não poderia deixar de entrar nos arredores, Rádio Comunitária Santê Fm, a Marcha de 99 organizada pela Consulta Popular e o MST, terminando na Coordenação MG do Plebiscito. Algumas circunstâncias me fazem deixar para um depois.
Foram todos esses dias com o computador mais pra lá que pra cá, então pintou num canto do pensar, bateu uma crise existencial ligada ao blogue. Não precisei de divã, calmantes ou internações, era um pensamento que vinha e futricava os por quês, ia embora, voltava, fiquei nesse vai e volta durante sete dias incompletos. Passei seis dias e bem mais de meio sentindo, buscando o significado, horas nada, horas algo, nenhuma hora tudo.
Pra quem faço e com que intuito, este blogue?
À noite resolvi pegar um livro que circulava pelos lugares, comecei a lê-lo, 10 Dias que Abalaram o Mundo de John Reed.
Ao ler aquelas primeiras páginas, senti a tijolada.
(Não acabou)
Terminarei num outro lugar. Estou de mudanças. Tanto mexi, remexi e fuçei os interiores deste Recanto que a melodia levou o re deixando só o Canto. O Recanto ficará aqui. Convido vocês para irem comigo conhecer o Canto das Formas www.cantodasformas.blogspot.com , onde se pode cantar, contar uma conta, um conto, um canto, de agora em diante, a nova caxanga.
O sooooommmm!!
Na Pressão – Lenine – 1999
Na Pressão (Bráulio Tavares - Sergio Natureza - Lenine)
Olho na pressão, tá fervendo
Olho na panela
Dinamite é o feijão cozinhando
Dentro do molho dela.
Vai pra Diva pelos momentos escutados, cantados e dançados destas canções.
Carinho procês.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
O treco é o seguinte
Operacionais
Bufunfais
E por aqui vais...
Estarei ausente.
Possibilidades (escrito em outras circunstâncias que vi por bem adaptar).
Só o vento me trará notícias
Os cabos podem me levar
Lembro-me da abertura
Que seja breve o novamente
E que seja da Vontade
Pois
Estarei à procura...
(D-96)
Tenho lido os amigos e as amigas virtuais do mundo real e por causa das tais `dificulidades`, limitada para comentar, mas como fala a Marlene, tô ligada no bagulho. E só pra curtir, uma historinha,
DONA COISA E SEUS DOIS PARTIDOS
Vivia D. Coisa a procurar um marido. Quando numa estação,
poderia ter sido inverno ou verão, enamora-se pelo Seu Trem.
Viviam a viajar por tudo quanto era lugar. Numa dessas, oh, tragédia!
Aconteceu do Seu Trem descarrilar e capotar seus filhos vagões.
Morre Seu Trem. Vira fantasma. Dona Coisa fica inconsolada.
Passadas as cerimônias fúnebres, bate-lhe à porta o Dr. Negócio,
responsável pelos interesses do finado fantasma.
Fagulhas elétricas passam da Coisa para o Negócio...
Encontros, testamentos, heranças, abundanças.
Interessa-se o Doutor...
Foi no que deu
E toda vez que o Dr. Negócio negociava com D. Coisa ouvia-se:
Café-com-pão
Café-com-pão
Café-com-pão
E o leite na chaleira:
Piuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
(D-97)
e um som de uma voz que gosto muito, Adriana Calcanhoto.
Duas estrofes de Senhas.
EU NÃO GOSTO DO BOM GOSTO
EU NÃO GOSTO DO BOM SENSO
EU NÃO GOSTO DOS BONS MODOS
NÃO GOSTO
EU GOSTO DOS QUE TÊM FOME
DOS QUE MORREM DE VONTADE
DOS QUE SECAM DE DESEJO
DOS QUE ARDEM...
Hasta la vista.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Ai estas máquinas!
E novamente deu pau nas arruelas da bendita e rodada máquina!
Bom, mas pra não deixar de desejar uma bela sexta, um final de semana cheio de delícias, estou aqui.
Eu vou.
Eu volto.
Espero que a bendita tenha solução.
Hasta, inté y besitos
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Gritos e Plebiscitos
Fui, fomos, eu, Val e as meninas, fazer coro com as vozes, rever amigos conhecidos, companheiras das militâncias andanças da realização de trabalhos na Santê e de todos que vieram graças a este meio.
Foi muito bom, mas bom mesmo de ver o Fred junto do filhinho Pedro, a Lucimara de barrigão do Samuel, a Xandinha, irmã da Diva, que passa um tempo em São Paulo fazendo curso de formação, Maria Júlia, coordenadora do Núcleo BH, todos militantes do Movimento Consulta Popular. Tive o prazer de votar na urna da Carlúcia da CNBB, de abraçar a irmã, como prefere ser chamada, de um segmento mais politizado da igreja católica apostólica romana. E fica registrado os outros encontros e as apresentações, sem desmerecimento algum, pelo contrário.
Foi eletrizante ver toda aquela gente, quer sejam representantes ou não de entidades, partidos, repartições, igrejas, movimentos, estudantes ou mesmo os transeuntes que por ali passavam e resolveram ficar e escutar e olhar todo aquele movimento, e depois se sentirem impelidos, estimulados a legitimarem o Plebiscito. E aí vejo que Vale. Todas as pessoas, crianças que ali estavam, bem poderiam estar num outro lugar e fazendo qualquer outra coisa, mas não, foram pra rua, pra Praça, manifestar, reivindicar, respaldar o resultado do trabalho organizado e voluntário, da maioria, para que o Grito e o Plebiscito acontecessem neste 2007.
Por causa de um desencontro encontramos o Hudson, citado na série Diário de Bordo do Pirata, batalhador, cantante de RAP, companheiro da Janaína, pai do Hudinho e que faz aqui nos morros de BH uma onda manera junto da garotada.
E por ali, de quebrada, o cumpade camarada Indivíduo Oculto, autor do texto A Cultura da Fumaça publicado nas páginas verdinhas do suplemento Especial Maconha, ed. 3 da Zine Pirata.
“Meu cumpade tu é sobrevivente daquele pântano, você saiu fora, conseguiu se livrar do esquemão, que quase te tirou a vida. Vai um toque, sobreviver tá brabo pra todo lado, a vida tá braba, inda mais quando se tem a cumade e o pimpolho, e aí, né? A grana não entra, dá pra pirar e se não segura a onda, toma capote. Vem me dizer de onde foi a força que te deu força pra tu vazá, o ritmo e a poesia, a rádio, a mulecada da pelada, ..., as identidades sociais em movimento* .
Nós tivemos numas paradas aí juntos, a do Fórum da Juventude Negra e Favelada, cê tá ligado, o circuito de debates com a meninada dos morros, no final cê viu o rebuliço.
Movimento Social, militância é muito mais que pagar as contas, está vendo os caras e seus desafetos tão aí fazendo meio de vida e disso a entidade vai pro saco, o movimento fica desacreditado por causa de oportunistas e usurpadores.
A Santê, a Consulta, a Pirata, a Abraço que ajudei na construção e a construir, e você chegou junto na parada da Abraço, ou mesmo este trabalho com o Fórum nunca me pediram uma conta de água e nem eu ofereci, e mais os outros que a gente anda, anda em fila com o MST, a Abraço, a CUT e sindicatos, negros, crianças e mulheres e por ai vamos...
Vem me dizer o que é subir num carro de som, seja convidado, ganhando um trocado ou não, ou voluntário e empunhar o microfone para a orquestra das vozes, tu sabes o que é isso, o Pirata também, eu não.
Meu mano, não vá se render, se perder por ai...., de boa".
Me pus a pensar... Valeu e muito a ida à Praça.
A partir desta, copiando do camarada Professor Halem, vai rolá um som nessa caxanga virtual, a bodega vai arrepiar.
Chico Science & Nação Zumbi – da lama ao caos. Vou mandar duas, Monólogo ao Pé do Ouvido e Antene-se, pra quem é de curtir, sacudam.
Inté mais.
=> * Jonicael Cedraz – A Sociedade nas Ondas do Rádio
Besitos.
domingo, 9 de setembro de 2007
Enrolada
Escrever, desenhar
O lápis simplesmente rabisca:
A página, os cantos
Algumas palavras
Umas casinhas
e assim vai indo...
E os neurônios:
Estivadores ou metalúrgicos
Nas caldeiras não param
- Joguem mais fogo!
- Derretam o ferro!
- Pensem, pensem, pensem...
- T R A B A L H E M !!!
Só que às vezes é tão difícil escrever, desenhar...
(C-13/04/2000)
Vou e volto.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
*
Cada qual com sua sombra
Cada um carregando um fantasma
Nos bares, alguns bebiam, outras fumavam
Bebemos, fumamos
E nossas fumaças tomaram forma
Aspiramo-las todas com suas vozes
e elas foram subindo e gritando
até não podermos escutar mais nada.
A rua chamava-nos
Não andávamos.
Como sonâmbulos fomos levados ao portão
A noite era densa
O ar frio
Num repente, assaltamos os portais
- A Terra Sagrada dos Mortos -
AQUI SOMOS TODOS IGUAIS
- Mentira!
A superfície mente
Ostentação das catacumbas
Riqueza dos mausoléus
Simples são as placas. Humildes são as cruzes.
A verdade está nas larvas, debaixo dos sete palmos
Somos todos iguais
Não importa nada a elas, tudo podre e comido.
E os vivos caminham
em meio às sombras, anjos e santos
As palavras numa frenética dança, vão e vêm.
Numa corredeira louca,
a menina pula amarelinha nas catacumbas
Sai do inferno em busca do céu.
Novamente vozes:
- Por que abraça a árvore?
- É a árvore da morte. É a árvore dos mortos.
Buenas. Por causa do Jens, que me botou pra pensar, mudei o final do poema na postagem anterior. Abraços
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Um dia
Trabalhadora rica
da água, do clima, das terras, do que há em cima e das entranhas.
Moça ingênua.
Veio um Ser um dia e propôs-lhe:
- Vamos fazer uma filha?
E Pátria Brasil deitou com o Ser e conceberam Brasília.
Brasília nasce de mãos,
de calos, de sangue,
de morte, de vida.
Das britas, dos ferros, dos cimentos.
Filha legítima e registrada da mãe.
Não é menina nem moça - É mulher feita, moderna:
Patrimônio do Mundo!
- Cresça Brasília! Seus irmãos e irmãs bastardos a aguardam.
E Brasília cresce...
- Descamba Brasília! Os que puseram as mãos para fazê-la não são os mesmos que a habitam.
Aqueles que a levantaram estão pobres,
miseráveis e famintos.
Estão longe, olham de longe, sentem de perto, na pele
enquanto você é levada por carros, aviões, motoristas,
enternados,
países, continentes.
Brasília corrompida! Prostituída! Fodida!
Todo dia a comem por cada pedaço de sua mãe.
E seus irmãos bastardos?
Dia a dia clamam:
- “Mãe, por que nos abandonaste?”
Largamos tudo:
Família, filhos, viemos construir e nos reconstruir
Viramos todos parteiras para ajudá-la a parir
e nada faz você para ajudar-nos.
Encontre sua filha
Corrija sua filha
Eduque sua filha
Veja, estamos aqui
Dê-nos de comer
Dê-nos de ler
Dê-nos de viver.
E o Ser morreu.
(C-out/2000)
=> Foi enterrado hoje aqui em Belo Horizonte, o corpo de Lúcio Guterres, eletricitário sindicalista e presidente da CUT/MG. Ele lutava a 1 ano e meio contra a leucemia, sendo que no último 27/08 iniciou uma campanha de doação de órgãos e tecidos, ‘não para o Lúcio’, como falou.
Triste. Muito triste.
=> Não esqueçam, estamos em votação, é o Plebiscito da Vale!
Hasta la vitória!
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Missivas
A simplicidade dos sentimentos
Não penso isto ou aquilo, ai, ui
Gosto das flores nos campos
Enquanto piso no asfalto
As cores saídas das mãos e rosto
São diferentes em cada lugar
Se você chegasse um dia e dissesse – Sei que é você.
Ou perguntasse – É você quem me escreve?
Sinceramente
Ficaria sem palavras e da cor de um tomate,
Ou então da cor de uma fofa nuvem
Mas depois, à afirmação, questionaria – Você, o quê?
À pergunta, perguntaria – Escreve o quê?
Com um sorriso penso nos segredos
Se repararmos na inocência
Talvez descubramos a maioria deles
Minhas mãos coçam,
contenho a vontade de escrever
coisas traidoras de mim mesma
Continuo sorrindo, e penso na grande bobagem de tudo isso
Bobagem por bobagem,
Não sei nem por quê nem pra quê
Comecei a lhe escrever cartas de paixão
(C-mai/2000)
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Cada dia que passa
Cada correspondência que envio
Aumenta o desejo de saber:
É lido ou não?
Para acabar com isso tenho duas opções:
Primeira: Paro de escrever e esqueço as outras
Segunda: Continuo a escrever e esqueço as outras
Bem, chego a uma conclusão:
Independente de parar ou continuar, devo esquecer as outras
Também tem outro detalhe:
Se você não lê por motivos extraviantes,
o correio as têm guardadas,
e algum curioso pode muito bem lê-las
Finalmente decido:
Dou um sorriso, fico feliz,
e digo um Oba!
Opto pela segunda
Legal! Vamos lá então!
Você pode pensar e se perguntar:
- Será que ela não tem serviço?
- Nada a estudar?
Ou então:
- Quanto tempo gasta para escrever isso?
Não respondo nem sim nem não
O tempo é meu e faço dele o que quero
Por escrever em tempo,...
Volto aos primórdios tempos de algum lugar e
Termino por aqui mesmo
(C-21/09/2000)
Ó, hoje é sexta, tem lançamento do Livro do Renato Rovai, aqui em BH. Na postagem anterior você fica sabendo mais.
Aproveitem a manhã tarde noite.
Inté
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Adrenalina pura
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Então é assim, “ao todo, 136 manifestantes foram presos, sendo, pelo menos, 27 menores de idade. Os manifestantes foram levados para a delegacia em dois ônibus, acompanhados de advogados dos movimentos, e foram interrogados”.
Foi o acontecido dia 22/08/07 aqui em Belo Horizonte, Minas Gerais, no Ato que pautou também, o Plebiscito da Vale. Mais informações sobre o que passa pelos estados brasileiros, onde mais uma vez é organizado um Plebiscito Popular na tentativa de retomar um dos patrimônios, posso dizer vendido por merrecas, ao privado.
www.brasildefato.com.br
www.avaleenossa.org.br
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Tem lançamento aqui em Belo Horizonte.
Convidados são, da Revista Fórum e da Publ!sher Brasil que contam com apoio do Sindicato dos Bancários de BH e Região, SITRAEMG, SINFARMIG, Sind-Saúde MG, Comitê Mineiro do FSM, Jornalistas de Minas, SINTTEL MG, Abraço e Luta FENAJ, para lançarem o Livro de Renato Rovai, “Midiático Poder, o caso Venezuela e a guerrilha informativa”, dia 31/08/07, 19:00h, início da noite, sexta com direito a um bom papo com ele e entre as gentes que lá estiverem, na Casa dos Jornalistas, Av. Álvares Cabral, 400-Centro.
Quem puder conferir...
Renato Rovai é editor da Revista Fórum, escreve na http://www.revistaforum.com.br/ , onde acessa seu blogue e tem textos ótimos espalhados nas páginas da internet.
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Resolvi desencravar uma agenda de 2000.
Alguns escritos que nela vão me darão tempo necessário para encurtar outros.
Devo essa ao Waguinho do MST.
Tive o imenso prazer de participar, junto de um monte de outras pessoas, da organização do Plebiscito Nacional sobre a dívida externa aqui no Estado das Minas Gerais, acontecido de 2 a 7 de setembro de 2000.
Este está em março.
Das pontas do compasso nascem o círculo e seus cortes
Há dez compasso nas cordas
Sisal, náilon, ferro – matérias extraídas
É do lápis, a madeira, em uma das pontas do compasso,
que traz em sua ponta carbono.
Com passos lentos que aceleram
Sua versão cruel usa a outra ponta pontiaguda para firmar o risco.
São placas circulares, esferas, contornos caindo da camada...
Não há compasso na sintonia
Quando ele esquece e não diz o r do encontro consonantal pr
- Compa sô, aquele esquadro também, antigo...
Era um ex-quadro. Quadrado . Triângulo.
Tintas vivas cortaram suas pontas
- Um furo, um risco
- Uma pontada, um arco
- Um furo, meia bola
- Uma pontada, um círculo
(Conversão-mar/2000)
Até mais.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Isso que nos Vale
Uma figura tirada daqui www.dialogico.blogspot.com , na postagem Plebiscito Popular “A Vale é nossa” de 20/08/07, o blogue é feito por Cláudia Cardoso e Eugênio Neves, grácias.
UM LINDO POEMA lido, relido, copiado, trazido lá das terras do Rio Grande do Sul www.jeanscharlau.blogspot.com e que será postado aqui. Muchas grácias Jean.
Este chão tem dono!
O que está embaixo do chão
Tem dono
E é o mesmo dono deste chão.
Ar, água, fogo, terra,
Solo e sub-solo somos.
Neles estamos, no nosso chão.
No nosso chão somos.
Este chão tem dono!
Quando setembro chegar
Faremos um trovão, um ribombar,
Um plebiscito, um manifesto
E diremos de quem é este chão
E o que brotou dele
Pelas nossas mãos.
Quando setembro chegar
Diremos de quem é este chão
E de quem são as mãos
Que nele podem colher e cavar.
Quando setembro chegar
Diremos o que vale:
Vale-nos o que fizemos brotar
Deste chão que nos vale - um Rio Doce,
Que nos querem tirar.
Quando setembro chegar diremos:
Este chão tem dono.
Chama-se Povo!
É doce, rico, o rio que brotamos neste vale.
Este rio tem dona.
Chama-se Nação!
Isto é que VALE!
Por aqui também se lê otras cositas do Jean.
www.blogoleone.blogspot.com
www.olobo.net
Uma figura tirada de outra postagem de mesmo dia, Quanto vale a Vale? Daqui mesmo www.dialogico.blogspot.com
Um texto quente de ações.
NOTA de Solidariedade à Manifestação de Estudantes e Movimentos Populares, em Belo Horizonte, no escritório da Vale do Rio Doce, reprimida com violência e autoritarismo pela Polícia Militar do Governo de Minas Gerais.
Ontem, dia 22 de agosto de 2007, em Belo Horizonte , um grupo de mais de 250 estudantes e integrantes dos movimentos sociais, fizeram um protesto pacífico no escritório da Vale do Rio Doce, na Rua Sapucaí, 383 – Floresta, por volta das 15h00, quando a polícia militar, de forma violenta e autoritária reprimiu a manifestação. 126 jovens foram presos e algemados, conduzidos em vários camburões e ônibus que os levaram sob forte escolta policial à delegacia. Parte dos jovens eram menores.
A manifestação faz parte da jornada nacional de luta pela educação e também chamava a atenção da população para o plebiscito popular a ser realizado nos dias 1 a 7 de setembro próximo. Um dos temas debatidos no plebiscito é o cancelamento do leilão de privatização da Vale do Rio Doce – também debate a divida pública, o preço da energia elétrica e a reforma da previdência.
A Polícia Militar, sob o comando do Coronel Teatini, chegou com bastante truculência – muitos policiais encapuzados quando começaram a ação - , algemou e levou 126 manifestantes para a delegacia. Entre eles vários estudantes secundaristas. Os jovens foram levados para o DEOESP, onde ficaram presos até por volta da meia-noite. Onze manifestantes continuam detidos no intuito de incriminá-los. A polícia acolheu a alegação de dois funcionários da CVRD que disseram ter sido vítimas de cárcere privado por alguns minutos, mas esta alegação foi desmentida por uma reportagem da TV Alterosa(http://www.uaimidia.com.br/html/sessao_noticias,id_sessao=3/sessao_noticias.shtml?video_play=11578#), onde os funcionários alegam não ter tido violência por parte dos manifestantes. Veja a transcrição:
Funcionário: _Estamos indo embora porque não dá para trabalhar.
Reporter: _ Teve violência?
Funcionário: _ não teve.
Uma funcionária declara: _ “Chegaram gritando que a vale era deles, mas que eram uma manifestação pacifica”.
Uma das manifestantes relata que “a Tenente Elisabeth, na tentativa de nos humilhar, fez algumas de nós passarmos por revista íntima várias vezes, e ainda ameaçou dar-nos bofetões. Muitos adolescentes foram retirados algemados e encaminhados para a delegacia de menores, entre outras violências psicológicas.”.
Muitos estudantes e outras pessoas se fizeram solidários aos detentos e permaneceram toda a noite na frente do DEOESP, indignados com a postura truculenta da Polícia Militar de Minas Gerais e também com a arrogância da Vale verificada na mentira de dois funcionários que cinicamente alegaram terem estado em cárcere privado por alguns minutos. Mentira!
Em nota a Vale do Rio Doce diz repudiar a ação, falseando a manifestação com atos que não são verdadeiros, não correspondem ao protesto dos manifestantes. E ao contrário do que afirma, é uma ação coletiva que traz a convicção de muitas entidades, movimentos, pastorais sociais da CNBB que afirmam que o Leilão da Vale do Rio Doce em 1997 foi ilegal, imoral, um roubo, um crime.
A privatização da Vale é questionada pela sociedade e existem 107 ações na justiça contra esse processo. Eis alguns das ilegalidades e imoralidades: “O vínculo entre avaliadores e arrematantes; a participação direta de avaliador (Bradesco) no leilão; a sonegação de um documento em língua inglesa (não é o Edital de venda) preparado pelo consórcio avaliador para ser dirigido a possíveis concorrentes estrangeiros, por mala direta, e jamais divulgado no Brasil em português; a oferta no Edital de venda de cláusula de irrevogabilidade e irretratabilidade para atividades dependentes de concessão governamental”;
Foi um roubo – “O preço da Vale foi subestimado em relação aos lucros possíveis, já previstos na época antes do leilão. O que ela lucrava na época já indicava ter sido fixado abaixo do preço de mercado”;
Foi inconstitucional; uma violência à soberania brasileira. E por isso estamos convocando a população para se manifestar no plebiscito popular.
Este ano, o 13º Gritos dos Excluídos - organizado pela Igreja, pelas Pastorais Sociais e Movimentos Populares – traz a temática convocando toda a população para soltar seu grito de repúdio ao leilão da Vale, com o seguinte slogan: Isto não vale. Queremos participação no destino da nação!
Assumindo esta decisão, a 11ª Romaria das Águas e da Terra do estado de Minas Gerais, realizada no dia 19 de agosto último (com a participação de mais de 20 mil romeiros e romeiras de todo o estado) em Belo Horizonte, a Comissão Pastoral da Terra de Minas Gerais, Arquidiocese de Belo Horizonte, CEBs, CIMI, Cáritas e dezenas de entidades participantes, em uma carta compromisso declararam: “As lutas populares ecoam vida, entre essas somamos esforços na campanha que repudia o programa de desestatização das empresas nacionais com a apropriação do patrimônio público pelo capital privado. Situações ilegais exigem a anulação do leilão que vendeu a Companhia Vale do Rio Doce por preço insignificante”, apenas 3,3 bilhões de reais quando valia mais de 100 bilhões.
Por isso, é errônea a declaração da CVRD. Não há uso de massa de manobra para atingir metas, e sim um povo organizado consciente de que é preciso ir às ruas exigir a devolução de seu patrimônio. E disposto a buscá-lo no Congresso, na justiça e principalmente nas ruas. Pois, queremos uma Vale que participe da construção de um projeto de nação soberana, popular e sustentável e que não contribua com a entrega das riquezas brasileiras para o mercado internacional, não cause uma miséria social e nem destrua o meio ambiente – como tem feito.
O alto comando da Polícia Militar de Minas Gerais, vem demonstrando qual o tratamento que dá aos movimentos sociais e população organizada. São vários os casos de truculência, violência, espancamento e arbitrariedade. Sempre tratando os manifestantes legítimos como bandidos. Este é mais um capítulo lamentável desta polícia e do governo Aécio Neves que está a serviço das grandes empresas, sejam elas nacionais ou transnacionais. Estes, nunca colocam a vida em primeiro lugar. Por isso, repudiamos a ação militar contra os manifestantes. Apoiamos e solidarizamo-nos com todos que sofreram as barbáries de uma ditadura retrógrada, ainda presente na atualidade.
Exigimos a libertação imediata dos 11 presos, o julgamento da truculência da PM e repudiamos a arrogância e mentiras da Vale.
Comprometemo-nos em continuar a luta para que a Vale volte a ser do povo, seu legítimo dono!
Assinam:
Comissão Pastoral da Terra de MG – CPT
Cáritas Brasileira/ Regional MG
Movimento Capão Xavier Vivo
Pastoral na Universidade Puc – Minas/ Betim
Pastorais da Juventude – Regional Leste II da CNBB
Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial
Articulação Popular pela Vida do Rio São Francisco
MST, Via Campesina, UNE, UBES, Andes, Conlutas, CMP, CMS, CONLUTAS, CONSULTA POPULAR, CONTRAPONTO, CPT, ABONG, CÍRCULO PALMARINO, DCE/PUC-PR, DCE/UFBA, DCE/UFPR, DCE/UFSE, DCE/UNIBRASIL, DCE/Unicam, DCE USP, Educafro, Denem, Enecos, ENEF, ENEFAR, Enen/ Nutrição, Exneto/ Terapia Ocupacional, , FEAB, FEMEH, GAVIÕES DA FIEL, INTERSINDICAL, JULI-RP, LEVANTE POPULAR, MAB, MAIS-PT, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MCL, MMC, MMM, MOVIMENTO CORRENTEZA, MOVIMENTO MUDANÇA, MPA, MSU, PJR, REPED, ROMPER O DIA, UJC, UJR, UJS, UEE, UEE-SP, DCE UFV, ABEEF, todos os movimentos estudantis que organizam a Jornada Nacional de Luta pela Educação.
CONTATOS:
Maju (Consulta Popular): (31) 99816141
Fred (Cáritas Brasileira): (31) 99031777
Bruno Pedralva: (31) 96713248
Frei Gilvander Moreira, cel 031 9162 7970.
Hasta.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
68-80
68) Desta vez as árvores levantarão, cada uma erguerá seus membros à estrela maior e percorrerão com seus muitos pés todo o vale, toda a água da superfície e procriarão. Chuparão a terra pelos pés e da boca fixada ao tronco sairá canções, canções e canções.Serão ótimas bailarinas essas meninas.
69) Será que haverá paz entre esses novos velhos seres se não existir a serra elétrica?
70) Aprendi a contar o tempo da matemática: 900.800.700.600.500.456.378.290.100.000.
71) O vegetal vegeta e o ser humano? Vive?
72) Sempre haverá um espaço para o tempo?A corrida espacial, a busca do infinito em outras superfícies.Olhamos o céu e o passado está sobre nossas cabeças a nos contemplar.Quando chegamos aqui, ninguém nos viu, foram dar por nós muito depois.
73) Quis fazer neste pequeno bloco escritos que traduzissem alguns pensamentos, uns questionamentos, algo sobre o fascínio pelo mistério.Não foi exatamente como pensei que seria.Não era para ter tantas palavras que foram cortadas, substituídas, acrescentadas.
74) Admiro escritoras e escritores que, a princípio, não precisaram de muita leitura, mas com muita imaginação, escreveram seu PRIMEIRO LIVRO.
75) Estou bastante feliz, aliviada, já não via a hora de chegar ao fim.76) Existe amor-racional no ato gerado do ódio, da raiva?
77) O animal irracional não tem rancor. Ou tem?Um certo ajuntamento de macacos, o macho-poderoso belisca, inferniza a fêmea que não quer nada com ele ou outra que se engrace por outro macho.
78) O que é isso?É um tempo: Agora que a coisa começa a melhorar é hora de acabar... Começar...
79) É o fim.
80) ... Interpretamos: São assim os animais...
Fev/2007
e revisado aqui e acolá, por que não? Ago/2007 - Nov/2010
Vários besitos.
domingo, 19 de agosto de 2007
61-67
62) Naquele tempo, Jesus vestido da túnica, calçado de suas sandálias, percorria algumas cidades, algumas moradas, assim ele conheceu o seu povo.Foi a casamentos, participou de pescarias, visitou amigos, amou e foi amado.Jesus não conhecia megafone, não tinha uma rádio, a falação era no gogó mesmo, e a escuta era boca no ouvido.Se ele viesse hoje teria a internet, uma poderosa das tecnologias, e não estaria só.
Se cuidem fariseus!Pode ser que ele seja um desses tantos mortos pelas violências, ou uma dessas tantas. Talvez ele precise ir e vir e morrer... e quantos, e quantas mais precisam ir tão cedo por lutarem contra...
63) Como sabemos tudo isso?Volto à ciência dos descobridores, dos observadores, e dos ousados, mas como não vivemos o mundo só dos teóricos, ainda bem temos os praticantes. Teóricos => praticantes <=> teóricos.Esse tempo das experimentações nunca acabará e quando for seu tempo de terminar nada mais terá. O que é conhecido já poderia aliviar as formas de vida e não acabar com elas.
64) Não falta muito mais espaço para desenvolver outros ditos.Comecei e só posso terminar com umas reticências.Desde quando será que existe o nome do cheiro da minha boca? O hálito?
65) Se não cuidarmos será o fim. Quanto tempo ainda nos resta?Depende nas mãos de quem não estamos.No dia em que o sol sofrer a grande mutação, seu núcleo expelir seu externo;que terá restado de outros tempos?E os DNA, aí vamos nós novamente!
66) Cooorrrtem as cabeças!!! Disse a rainha.
67) Estes números, sua contagem, não têm significado extraordinário, poderia ter usado pinguinhos, carinhas, estrelinhas ou soisinhos.O que importa é a divisão dos pensamentos, e números, foi o que primeiro me veio.
Vou e volto.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
56-60
Assssussssstado, ssssssentou-ssssssse com o sssssssibilo da sssssssserpente.Serpente! Serpente! Serpente! Esta não era comedora de ovos, gostava das maçãs.Ela dissssssse: Quem ésssssssssssss tu? Voccccccccê quer uma?Antes que Isaac esboçasse qualquer outra reação, a cobra tacou-lhe a fruta, dizendo:-Acorda Issssssssssaac!E ele acordou e acordou, e qual não viu uma deliciosa maçã repousando em seu colo à espera de uma mordida, e foi o que fez, ao tascar-lhe os dentes na polpa suculenta.Levantou-se, ajeitou-se e satisfeito foi colocar palavras, letras e números nos papéis.
57) Penso que poderia voltar com toda a história novamente. Mas não, não farei isso.Preciso chegar ao fim sem final.Sei que estou chegando às últimas páginas, não terei espaço, tempo (ou que outra coisa?) para outro início e que, de uma forma ou de outra, seria semelhante a outros começados.E assim, parto de onde então?
58) Veio um homem e disseram que ele disse: " Sou filho do criador".Não quero, não há espaço para entrar em todos os méritos ou nas deturpações.Penso que Ele não dava muita bola de ser uma pessoa assim tão importante, visto com quem andava."Sigam as minhas palavras e serão salvos".Naquela época deveria existir a gíria daquela época.Houve demonstrações doutros sentidos das palavras, ele as praticava.Um desejo de justiça lançava-o ao confronto contra os opressores, a escravização, a dominação.O cara arrepiou.Mas, num momento o céu travestiu-se com o manto da noite e cobriu aquelas terras, aquele monte, sob a árvore selou seu destino, foi dono e Senhor dele.Ele morreu, sob pena de morte foi assassinado.
59) Penso que fui longe demais, mas não, neste contexto não poderia deixar de escrever algumas palavras sobre o homem, o cara, o mano Jesus.As suas viagens o fizeram fazer o que fez. Não duvido de uma coisa, ele deve dar reviravoltas fora do túmulo pelos usurpadores de seu nome.
60) Bom, aqui estou eu escrevendo sobre perguntas tão antigas.Onde estaria a verdade?Fico imaginando...A teoria da repetição da enumeração do tempo e não apenas só isso, os ciclos da natureza. Foi daí, da observação, que veio a grande idéia da contagem?
Sexta é o dia.
Hasta y beso.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
45-55
46) A Matemática é fantástica. E quem inventou a matemática?Queim? Queim?Ou ela já existia... Então a melhor pergunta é:Quem observou a matemática?Óóóóóóóóóóóh, siniiiiiiistro!
47) Um dedo, uma fruta que cai, um pedaço de pau, uma árvore, um animal, um ser, dois seres.
48) Como ele subiu?Foi quando o alimento estava fora do alcance.Fizeram uma escada, um nos ombros do outro e cada outro levantou as mãos para segurar os tornozelos do um.O último degrau ergueu os braços e apanhou o alimento.
49) São apenas suposições, as não comprovadas cientificamente.As quê?As palavras e suas uniões. Incidências acontecem.
50) Quem mais chama galáxia de galáxia?
51) A fonte de vida de um sistema, no céu é uma bola de fogo.Ela morrerá, mas não, não estou falando do ciclo da morte, escrevo do ciclo da vida.Ela transformará. Ela vai explodir.Foram chamadas a Matemática, a Química, a Física, a Biologia.
52) Pensei... aqui está o título definitivo: A Quem Pertence?
53) O quê?Preciso escrever que acredito, que seres humanos, não devamos ser trogloditas.Por acaso racional é pensar, falar, agir, trabalhar igual burro...? Ôpis!Há que se saber se ele é feliz. O burro, claro!Nada, absolutamente nada, justifica a dominação.Do homem, da mulher, do bebê, da criança, dos animais, das plantas, da natureza. Definitivamente nada.Qual é a certeza dos animais irracionais?
54) Fico tentada a aventurar-me, quero tentear o proibido, é tão sedutor!Desde o início ficou aqui decido, um cumprimento, a fuga não seria permitida.
55) Ouvi de um físico que tudo começou com a expansãoe com a teoria da relatividade geral.A quê?
Até mais.
domingo, 12 de agosto de 2007
30-44
31) Por vezes confundimos as direções, o que dá no invertimento.
32) Escutei que observar o crescimento do ser humano assemelha-se a observar a evolução da raça humana.
33) O cachorro quando escuta um foguete, ele corre para debaixo da cama, do sofá, da mesa.A percepção do estrondo ele teve, mesmo porque tem uma audição apurada, mas não saberia dizer se foi um raio, um tiro, um trovão ou o foguete. Numa tentativa de interpretação, levando em consideração uma circunstância de um habitat, diria que os cânhaim cânhaim poderiam ser, ai ai ai eu vou morrer, é bala!
34) A mulher e o dente-de-sabre não competiam pelo prêmio da racionalidade para quem levantasse primeiro.Ou tudo não passou de uma competição?
35) Na natureza as leis são imutáveis.O processo de repetição dos acontecimentos tornou-se 'legal' aos olhos humanos.Após uma descarga elétrica que fez desencadear uma faísca, uma centelha para iniciar a percepção dos ciclos.
36) Não foi assim simplesmente, levantar e entender.
37) Água na terra, raios com seus trovões e relâmpagos, o fogo no ar atravessando condensações em direção à terra.
38) Uma pausa nas repetições.
39) Observando o comportamento animal em alguns aspectos, chegou-se a algumas conclusões.
40) O ser humano animal não existe mais?O menino criado pela loba colocou fogo na cidade.
41) O título será trocado.
42) Hoje é o dia dos pais, ele não pode ser qualquer dia, pois pertence sempre à primeira quinzena.Foi uma coincidência. Aqui não cabe comentários nem positivos nem negativos.Todo dia toda hora.
43) Faço outro aparte para escrever do nascimento de outra menina. Novamente houve outra união para que gerássemos mais uma menina Liz. Ela nasceu Elena Liz em março de 2005.Mais uma bela florezinha de um jardim cheio delas.
44) Chego à conclusão: Há que se fazer revisões nos números anteriores, e com a boca metade sorriso, metade resignação fui a elas.Besito.
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
23-29
24) Foi assim que aconteceu. Enquanto isso vou pensando...O que será o nada?Se quiserem podem chamá-los deusas e deuses, que vieram do infinito do nada.Nessa passagem tornaram-se Fogo, Terra, Ar e Água.Depois de passarem pelo nada, imaginem quanto não andaram, ou bem podem ter feito outra coisa, vieram dar de cara com o zero da contagem do nada, contagem esta, chamada de tempo.O zero mirou bem os quatro e disse que ali não poderiam ficar, teriam que voltar pelo seu tempo. Falou também dos pequenos choques quando se misturassem, para isso o fogo elevaria sua temperatura, soltando faíscas.
25) Talvez o tempo do nada seja infinito.De toda forma, lá se foram os quatro, Ar, Fogo, Água e Terra.À medida que voltavam e quando era hora de mistura, mudanças das mais variadas (in)existências aconteciam, manifestavam-se várias mutações desses elementos.Pouco antes de se estabilizarem das colisões, uma porta se abria naquele caminho e os novos mutantes saíam por ela...A missão era buscarem-se em sua origem.
26) O tempo é de muita criação.Os zeros somados dão infinitude ao nada.Numa dessas pequenas explosões, veio o raio da consciência.Um risco clareia os ares e ouvem-se borbulhas na massa, é o início da evolução da consciência.
27) O Senhor e a Senhora não se colocam à disposição todo o tempo, eles tem suas demandas, como a de descobrirem quem os fez.
28) Os nomes fazem parte, seus sentidos, com seus conceitos dualistas, de uma consciência desperta, os significados são muitos.A prática veio trazendo a união das letras e a consciência foi botando entendimento.Processos evolutivos.
29) Existe algum atraso na prática da evolução. Há muitos séculos deixamos de ser trogloditas e de deixar nossos medos dominar-nos, desde então nossas cavernas transformaram-se.Mas, segmentos dotados da razão não permitem a entrada da ciência nas construções sagradas do ocidente e do oriente, e impedem a tecnologia de salvar vidas simplórias.
Vou e volto,
É sexta,
alguns enternados desafrochai as gravatas!
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
10-22
11) A relação independente, total e plena, passa a não ter sentido.Nas combinações, pouco ou muito de algo; sempre haverá uma interação.À temperatura máxima, transformaram-se camadas em fogos da natureza. Os calores não concorrentes equilibravam-se nas covalências.O infinito jurou que reinou depois da explosão, só que ele nada entendia de certas leis físicas e nem das premonições poéticas. ‘Que seja eterno enquanto dure’!O Sol nascia sem saber do seu tempo de morte.
12) Não houve espectadores, os acontecimentos deram-se por freqüência coletiva, a sintonia foi o início da causa.
13) Os mais sensíveis ao calor desabrochavam e as necessitadas de mais temperatura atrofiariam de vez, ou à medida do esquentamento, desenvolveriam de pouco a pouco, até o fim.
14) O máximo final deu início, recebeu o seu último suspiro.
15) Os bafos da criação jogavam no tempo das brumas imensas quantidades de partículas vivas.
16) Respondemos a perguntas nos valendo do “Até aqui”.Suposições que foram comprovadas existem, as não, ficam a cargo da imaginação.Estou mexendo nas duas.
17) As paralelas: elas se encontram no infinito do paredão, não à forma de uma parede de concreto.Um universo só daria muito pouco trabalho.
18) Grupos de não sei o quê nem pra quê encarregaram de estudar, por uma quantidade finitamente longa, evoluções geradas das pós-explosões.Energias e elementos todos tinham em igualdade.
19) Que as Deusas e os Deuses questionem quem são seus criadores ou criadoras. Citando, mas sem pensar muito em suas mediocridades.
20) Um igual disse: - Aqui tendes um recipiente. "Botem fogo nele!”, e contai-nos o que acontecerá depois.Assim, cada grupo ocupou-se com o que tinha.
21) É preciso voltar um pouco, a escrita adiantou o tempo.
22) Os mesmos recipientes continham elementares.Descargas elétricas foram aplicadas.
Tiau.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
4-9
5) Uns bocados não se fizeram totalmente compactos, a camada externa formou apenas uma couraça, uma incubadora.Hibernaram ali.
6) Alguns conterrâneos comiam-se uns aos outros, por fome, por gosto.Uma carga muito grande de eletricidade provocou mudanças nas cadeias, não se sabe se os códigos genéticos que aqui pousaram foram, somente, os "puros".A intenção do grande estrondo é a letra da questão:- Quando se mescla a racionalidade com pontos daquelas quatro amigas, a Química, a Física, A Biologia e a Matemática, o que resulta? Antes e depois as seqüências se entrelaçaram.
7) O congelamento fez com que espécies ficassem por muito tempo adormecidas, alheias, sendo mantidas conforme os cristais iam se formando.
8) Começamos aí com a teoria do caos.As gotas caíam... ( os ventos existiam?)Um que de irrealidade balança ainda mais, uma cena surrealista.Unem-se e separam-se.Nesse processo alguns semelhantes procuram-se.Quando, na quebra das moléculas, suas partes saem em busca de reproduzir o original.Algumas amalgamações se davam, sem equilíbrio algum.As gerações futuras terão características da porção predominante, sem importar a quantidade?
9) Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?Os átomos e as moléculas respingaram para todos os lados.Houve alguma ordem na junção deles?Ou foi assim?A expansão de gases provocou uma explosão. Naquele espaço a pressão tornou-se insuportável. O choque era inevitável, blocos sólidos abriam-se para os gases e líquidos, e para as gelatinas.
Inté
domingo, 5 de agosto de 2007
Introdução, 1-3
A quem pertence todo o princípio?
Uns dizem que a mulher racionalizou primeiro, que foi a grande descobridora da agricultura.
Não foi a Eva, ela é muito do passado!
O Adão, nem se fala!
Os dois, Eva e Adão, tão sensuais e tão lisinhos!
Ganhei, em 2002, uma pequena agenda com um bloquinho dentro, comecei a escrevê-lo sob o título de, Quando Deus criou o Ser Humano, lá pra frente resolvi mudá-lo.
A agendinha foi presente do Roberto, que de um ramo rasteiro rasgou o mundo e foi atrás de si.
E fico a pensar naqueles escritores, quando escolhem o título primeiro, há que se ter só aquilo na cabeça.
Pronomes pessoais do caso reto: Eu, Tu, (Você), Ele não veio, Ela foi embora, Nós Vós, (Vocês), Eles estão bem, Elas são o bem, de todos.
Não quero nesta introdução escrever alguns contrários, eles cabem a você e a mim.
Preciso romantizar.
Edelvais - Jan/2007.
1) Era uma vez...
Acredito em Deus como acredito na cadeira, nas pedras (qual será o tipo de comunicação que fazem?), como creio na chatura do pragmatismo.
Os gatos nos telhados provocam sons...
Não é aquela outra história da criação, e sim do pragmatismo: Deus.
Por vezes considerarei mundo, o planeta Terra.
Universo é o todo infinito (por enquanto, para uns).
Por vezes, quando for citar mulheres, homens, haverá a generalização humana, usarei seres humanos.
Animal humano, animal mamífero, plantas, peixes, aves, água e terra.
"Quase tudo tem na terra".
2) Num dado momento, há a grande explosão (cheia de metáforas).
O deus da ciência não é masculino. É feminina a Energia.
Eu sei que a Via-Láctea nasceu desta Deusa, também.
Voltemos um pouco antes da explosão...
Eram vários mundos, e naqueles tempos finais, o caldeirão de energia teve sua dose transbordante.
Ainda não há provas explícitas se, aquele ponto de universo vivia um purgatório cheio de alienígenas penando pelos pecados cometidos contra os dinossauros, ou então os grupos extremos: seres rastejantes abençoados pelos céus com a incumbência de salvar as almas das racionalis formigalis, condenadas aos infernos (desde aquela época!).
3) Em outros mundos mais afastados, os deuses eram homens, animais, o sol; as deusas eram mulheres, a terra, a água, a natureza da criação.
Em cada lugar havia uma porção de cada ser, objeto, vegetação: a cobertura da superfície.
De repente, aquela gota de energia pinga.
E BUUUMMMM!!!
Tudo é destruído, tudo é transformado.
É o BIG BANG!!!
Partículas foram espalhadas por todo o espaço.
Todas elas, matérias atreladas às suas antimatérias.
Suas convivências antes do grito, não se sabe.
Hasta
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
As Visitas
Buenas,
Deu pau nas arruelas da máquina!!!
E lá se foram as férias, uns aproveitaram, outras aproveitaram para trabalhar.
Mas é isso aí, tá valendo!
Como o negócio aqui está igual fumo de rolo, papel de embrulhar pão, uma coisa que não caga nem sai da moita...
Bom, ainda bem que se tem outros meios, e nem é tanto o caso do tempo com aquilo que, porventura, seja mais importante.
Usando uma definição sobre a vida, da boneca Emília do Sítio do Pica-pau Amarelo (eta moderna versãozinha! dá o que falar) de Monteiro Lobato, que é um eterno, enquanto dure, piscar. Assim a gente pisca para comer, anda e pisca, ama e pisca, chora e pisca, ri e pisca e vai piscando até dar a última piscadela.
Pois bem, eu navego e pisco, pisco e faço umas visitas,
Visitas virtuais
Virtuosas visitas
Visões, sentidos, percepções
A vida real no mundo virtual
No campo, na cidade, no espaço
São fatos
Não fatos
A máquina pulsa
‘Pau’ no teclado
Dedos a teclar
Neste mar de fios embarcações e portos,
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Não será tudo...
Vou e volto, vou me inteirar.
Hasta y besos
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Esses últimos dias
“Nestes dias
não se levanta o sol, mas teu rosto
e no silêncio surdo do tempo
teus olhos gritam”.
Silvio Rodríguez
Assisti uma vez, um vídeo de uma tribo africana e sua relação com os mortos. Na morte de alguém é uma festa só, muita bebida, comida e música e dança a noite inteira, é o velório. Quando conseguem acordar e enfim, se levantarem, vão lá e enterram o defunto, numa ressaca daquelas.
Às vezes me parece que nada mais faz sentido.
Vi pela televisão os parentes, maridos, um namorado, pais, todos sofridos, indignados, exigindo providências com relação às mortes de seus entes queridos.
E eu não consigo deixar de pensar que de uma forma ou de outra, iremos todos um dia, uma hora, em qualquer momento desses aí.
E são os mortos no acidente, e cada um como foi, tiveram a condição financeira de estarem naquele infeliz avião, e o sentimento de estranheza que está na mulher do carro esbarrado pelo avião, e são muitos e muitas que não andam de avião e morrem aos montes, e são as que se tornaram corriqueiras mortes na guerra contra o Iraque, são os mortos pelo ‘transito’, são os assassinados, e a continuidade das violentas mortes, e é o amigo Serginho que morre infartado no interior.
Nada disto é Doideira, Morte ou Pessoal.
20/07/07
No início desta tarde ao fazer uns afazeres, liguei o rádio e ouvi...
Não foi: ‘coronel Odorico mórreu’!!!
Foi: morreu nesta manhã de sexta-feira o senador acm, por causa ...
E tá ‘todo mundo’ falando que fez e aconteceu, e que apoiou mas pulou fora depois, e que quis mudança apesar de conservador, e respeito, e a importância na história da política brasileira, e a Bahia, e tal e tal...
Fiquei triste.
Não pela morte do citado acima e não, por não escrever ‘coisas que o valham’ dele, porque bateu as botas?
Do pouco que sei, o suficiente para colocar palavras nada agradáveis à sua figura.
Esses últimos dias estiveram presentes uma certa bizarrice, sentimentos de estranheza, um pouco de esquisitisse, chegando ao ridículo.
Posso dizer que nunca fui boa com as redações, por conseqüência elas também não foram comigo. Como era complicado formular as frases! O magistério no segundo grau não ajudou muito, nem as preparações para os vestibulares, até um...
Pela primeira vez havia tirado mais de oitenta por cento numa prova de redação.
AAAAAUUUUUUUUUUUUU!!!!!
E em alguns momentos penso nas ‘algazarras’, que a Marilene Felinto cita, no texto ‘Escrever para esquecer’, publicado na revista Caros Amigos de mai/07.
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D O I D E I R A
A cobra se enrosca
O piche te gruda às estradas
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Um segmento de cabelo grudou-se à História
Na capa pendiam relógios lesos de tempos variados
Um fornece. Outro industrializa. O terceiro compra.
O fornece compra de quem compra
O industrializa compra do próprio...
Beimmmm...?
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M O R T E
A N T Ô N IM O S
Mariposa e escorpião
No final todos morrem.
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CONFORMISMO
Por que? Sempre a mesma pergunta: Por que?
Os anjos cuidam
- Enterrem os fios!
Serão finos caixões. É a morte dos cabelos!
Mas que importa?
Uns morrem, outros nascem
A vida é assim...
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P E S S O A L
Demônio, fiz flores em teu garfo
De que seria?
Metal: prata, bronze, cobre
Arranquei da parede os verbos
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Tomara que aquele Eu poético
Transforme em realidade
todas as palavras saídas do mais profundo
Liberdade tão querida!
Um quarto idealizado. Um canto feito de quatro.
Onde está tu?
Não foi naquela rua dum aniversário que te achei
Daqui a seis dias tu verás um mundo diferente
Alguém te dará um tapa para a vida
Vindo dos pulmões, teu choro será palavras
Teus olhos, que ainda nada lêem, passarão pelas páginas
Na praça ou mesmo no parque, lá tu estarás
Até que chegue o momento de retornar.
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Hoje é sexta, se ainda não, aproveitem a noite, caiam na vida!
Inté
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Um ser político
E como fica, quando um candidato do PMN, nessas últimas eleições, dizê-lo em seu horário de propaganda? E se estou bem lembrada, nem o autor ele citou.
Será que o Bertold deu umas reviravoltas?
Sei que existem grandes diferenças entre nós, eu e o candidato, mas, será que não daria comigo, também, por eu ter tido a intenção de usá-lo?
Que dê, pois farei uso de um trecho de uma outra poesia dele.
Aos que virão depois de nós (trecho)
Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!
Bertold Brecht
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P O L Í T I C A
Idealistas:
Elementos radioativos
Sete cores
dançam em círculos
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DALTÔNICOS
Há quem diga que os nobres têm sangue azul
Sou mais adepta dos ecologistas de sangue verde.
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Eu sou livre? – Não, não sou.
Você é livre? – Não meu amigo, você não é.
E quem te fez assim? Preso, conformado?
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DEMOCRACIA
É obrigatório o voto
É a forma de governo
A monarquia perde
E o palácio ocupa-se de outros
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As estrelas caem em flocos de neve
Caem a derreter-se
em corpos quentes da noite
Vindos do sol,
compõem lamentos azuis.
Longe, afastados
Negros na plantação
Catam bolinhas brancas
de uma fome à outra.
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Alegre com os passantes, assim vai...
Pedinte dos restos, sobras de dias
À beira das pedras. À altura das nuvens
Lá está ela, à espera dum convite para o café.
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As caras dos codinomes políticos,
Pensem, pensem...
Não são quaisquer umas. Não caríssimos!
Elas estão esculpidas em jacarandás: madeira de lei.
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Até às Doideiras.
domingo, 15 de julho de 2007
Tempo - final
Penso que seria outra boa oportunidade para se referirem à delegação dos estados unidos como a delegação estadunidense.
De tão bom foi ler a postagem do Halem, do Professor, ‘Inspiração existe?’, no Ração das Letras, que pensei muito se continuava ou não mostrando, expondo, esse lado ‘escrevente’.
Decidi que irei continuar, vou arriscar.
Quero lembrar que essas seqüências poéticas que aí vão, foram escolhidas pelo Roberto Soares. Quando a ‘boneca’ ficou pronta, isso foi no início de 2002, com as ilustrações da companheira e amiga Diva e minhas, fiz algumas cópias e distribui por aí, bom, elas estão por aí, e não entrarei em choques presente-passado, mas estarei bem mais atenta às concordâncias, e tal, e tal da gramática.
O caso é que fiquei num dilema: cortar ou não este primeiro que vai.
É, eu não posso fazer isso!
Às últimas do Tempo, então.
Escrevo o que me vem, sem me importar com a coerência
Os montes lá no alto dos montes...!
Pensando em métricas, sentidos, rimas,
vai-se a originalidade
Não me esqueço dos seguidores do 4433 decassílabos
Cadê as mulheres ativas do romantismo?
Estariam elas a suspirar por alvos virgens?
Mirando-se, penteando-se em toucadores perfumados?
Ou,
Rebeldes, desprezariam poemas, lisonja,
metáforas como:
A brisa dormente em mares caudalosos
Não são como a noite de seus olhos
A jorrar estrelas face abaixo!
Passo a um dia inédito.
Deixarei para tocar-te mais adiante
Por enquanto vivo o passado
Não tenho meios de saber o que acontecerá
quando a ti chegar
Então, deixemos como está.
Aquelas formigas que outrora
insignificantes eram, terão suas terras ao sol.
Alguém montá-las-ão!
As cabeçudas serão as selvagens,
bactérias e vírus terão lugares às costas das abelhas.
E nós, caros amigos, seremos estudados
nos museus dos dinossauros.
Num belo dia inverteram-se os papéis
Em pleno meio-dia dum Janeiro
O Sol dava boas-vindas à Lua
O demônio apaixonava-se pelos altos picos nevados
O céu de troca-troca com a terra, carregava o mar
E tudo aconteceu quando ouviram vários:
TAC-TIC, TAC-TIC, TAC-TIC, TAC-TIC, TAC-TIC ...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Sequências poéticas
1º A + J + U + N + T + E
D + E
L + E + T + R + A + S
E+d+e+l+v+a+i+s
O “AJUNTE” DAS LETRAS: AÇÃO
É ESTRANHO...
MAS, O MAIS ESTRANHO
SÃO OS ESTRANHOS LADOS DAS AÇÕES
Uma carta
Oi Alguém,
As coisas por ai, como estão?
Por aqui vão...
(Cristinicamente falando)
vão como as ondas, não aquelas
que com a maré alta,
banham as areias distantes
mas como outras,
que ao entardecer voltam e dizem:
- Olhem!!! Os corais!!!
Nada há de errado com as da esquerda
Às vezes brancas ou rabiscadas como suas opostas
- A PAUTA É OUTRA!
Os pequenos corredores
Trazem os grandes da Turqueza
Sentadas no vazio, que nem eu agora, cantavam canções:
“ Baby dê-me seu relógio que quero saber
quanto vale um homem para amar você...”
TESTE
Primeiro minuto:
- Comece a pensar
Segundo minuto:
- Continue a pensar
Terceiro minuto:
- Pare!
Se bem entendi, a seu modo,
há tristeza na loucura
das duas andarem juntas
e mesmo assim, por tempos
uma indiferente à outra.
Sabe Deus que direção tomarei! O Vento Norte vem frio forte.
Tão forte! A lâmina de aço corta os ares.
Vento insensível traz sangue à carne
A pele é sensível ao toque do violino... da harpa...
Vou e volto!